http://arturcut.files.wordpress.com/2010/10/dilma-2.jpg (foto ampliada)
Em 2010 como em 2002, artistas e intelectuais repudiam o 'preparado' José Serra
Extraido do blog de Saul Leblon
Em 1 de setembro de 2002, 300 artistas e intelectuais reuniam-se no Rio de Janeiro para manifestar seu apoio ao então candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Naquele momento,o candidato metalúrgico era alvo de uma desesperada ofensiva de calúnias e boatos que visavam desqualificá-lo como alternativa política ao colapso final do governo dirigido pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, entrevado num cipoal de crise cambial, apagão e desemprego.
Ontem, como hoje, mídia e candidato tucano operavam na cadência de um jogral reacionário. Se o petista vencesse as eleições –como de fato venceu e gerou 14 milhões de empregos até agora– o Brasil, de acordo com a pregação do medo, seria palco de uma inevitável tragédia econômico financeira, associada a devastadora desestabilização política. Lula na presidência cindiria o Brasil, traria o chavismo populista para dentro da sociedade brasileira, a exemplo do que já ocorria na Venezuela.
A tese da ‘inexperiência’ e do ‘despreparo’ para chefiar o país, agora endereçada contra Dilma Rousseff,--associada a um repertório de calúnias obscurantistas, porque não há argumentos econômicos a alardear-- era recorrente na mídia em 2002.
Ao jornal Gazeta Mercantil , José Serra gotejava em 9 de outubro de 2002 o mesmo bordão que agora martela contra Dilma: “Precisamos mostrar quem está mais preparado. E mais cercado de forças políticas capazes de garantir a governabilidade”.
Diante da escalada terrorista, o saudoso economista Celso Furtado faria em 13 de outubro de 2002 um desabafo incomum para um homem público conhecido pelo estilo reservado e austero. ‘O Serra está aperreado. Como ele vê que todos os apoios vão para o Lula, ele se destempera, diz coisas descabidas.. Existe uma expressão francesa para definir esse comportamento [de Serra]: aux bois, quer dizer, ladrando a torto e a direito. Enfim, o sujeito está no sufoco, fala qualquer coisa".
A exemplo do que ocorreu em 2002, assiste-se hoje a um verdadeiro levante da inteligência nacional contra a coalizão conservadora liderada pelo mesmo personagem. Nas universidades e na cultura, em manifestos e atos que se multiplicam nos últimos dias, intelectuais e artistas afirmam seu repúdio ao retrocesso político, ético e econômico condensado em torno da coalizão demotucana. Hoje, 18 de outubro de 2010,no Teatro Casa Grande, no Rio, às 20 hs (Rua Afranio de Mello Franco, 290- Leblon), intelectuais liderados por Chico Buarque de Holanda, Eric Nepomuceno, Emir Sader e Leonardo Boff entregam a Dilma Rousseff um manifesto de apoio a sua candidatura. Como em 2002, o 'preparado' José Serra assume aos olhos da inteligência nacional seu verdadeiro papel na história: o estuário do que há de mais regressivo e intolerante no capitalismo brasileiro. (leia neste blog o manifesto dos artistas e intelectuais, bem como o dos professores universitários e o dos filósofos em apoio a Dilma Rousseff; veja também os atos e manifestções previstos para os próximos dias em SP).
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