Amigos,
Mais do que nunca em uma conjuntura eleitoral como esta faz-se necessário explicitar a minha posição politica pela continuidade do atual projeto politico encabeçado por Lula. Neste quadro a Dilma Rousseff representa este projeto. Por outro lado rechaço totalmente a figura de José Serra, representante das forças mais conservadoras e pró-mercado nesta disputa. Apesar das insuficiências do atual governo é importante manter e aprofundar as politicas de inclusão social dos menos favorecidos ao mercado, do aumento do salário mínimo, consequentemente da capacidade de consumo das grandes massas e sobretudo do novo papel do Brasil no cenário internacional, pautado por posições mais independentes e voltadas a fortalecer as relações Sul-Sul. Dilma poderá continuar o projeto do capitalismo nacional com maior presença do Estado, que pelo menos incorpore amplas parcelas da população à condições de vida mais dignas e atenuar ao menos em parte a nossa vergonhosa condição de uma das sociedades mais desiguais do planeta. A campanha do seu adversário representado pelo PSBD, não contente em aglutinar os setores mais fortes da burguesia brasileira e seus interesses transnacionais, agora numa tentativa desesperada por votos, tenta angariar os setores mais reacionários e truculentos da sociedade brasileira, direcionando o debate político a um plano religioso detestável ou associando um possivel governo Dilma à supressão da liberdade de imprensa, o que é algo impensável.
É por isso e outros motivos que devemos impedir o regresso do PSDB ao governo central, notadamente uma força politica que governa para poucos e ligada aos interesses econômicos dominantes mais mesquinhos. Obviamente um futuro governo Dilma (PT) terá limitações quanto
a implementação de um projeto democrático-popular, isto entendido como a democratização das oportunidades e da incorporação das grandes massas da populção à condições de cidadania, no entanto significa um avanço na direção de um Brasil mais justo e a manutenção das conquistas principalmnete do segundo mandato de Lula. Num possivel governo Dilma será nosso dever lutar pelo aprofudamento das politicas de inclusão social e pelos interesses das camadas mais pobres da população, sobretudo aos seus direitos econômicos, culturais, sociais e políticos(históricamente negados por nossas elites dirigentes), muito provavelmente inalcansáveis pela ditadura dos mercados.
Julian
Um comentário:
Gostaria de explicitar também minha posição política quanto a atual corrida presidencial brasileira. Declaro meu apoio e preferência a candidatura de Dilma como forma de aprofundar um novo e louvável rumo que o país vêm tomando nos últimos anos. Demonstrando meu repúdio pelos caminhos, posturas e valores defendidos pelos elitistas transfigurados atualmente na figura de José Serra.
Para finalizar gostaria de complementar que, os atuais problemas da corrida eleitoral advém de alguns grandes focos:
As regras do jogo favorecem este quadro, os candidatos baixaram o nível, grande influência de marketing mercadológico, desrespeito a democracia e a sociedade.
A reforma política, e algumas mudanças nas regras do jogo podem ajudar. No entanto, viveremos por um tempo com essas características problemáticas e contraditórias de nossa corrida eleitoral por causa, nada menos que, as próprias características gerais de nossa sociedade atual.
Tais características (pobreza, miséria e problemas diversos a exemplo da educação...) que começam a ser enfrentadas pelas reformas implantadas nos últimos 8 anos.
É necessário encarar este processo com grande seriedade e exigir rigor da sociedade assim como dos representantes públicos.
Neste ano deve-se defender a candidatura de Dilma como forma de pensar o futuro, futuro de Brasil grande que deve ser buscado no dia-a-dia em todas as ações e não apenas na eleição.
Um abraço,
Fábio
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